Vórtice


exposição individual | Flavio Rossi

curadoria Galeria 18

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Vórtice

Um campo de forças em que elementos distintos são atraídos, em diferentes intensidades, para um mesmo centro. Um fenômeno onde caos e ordem coexistem em movimento contínuo e reconfiguração.

“Vórtice” se organiza a partir dessa ideia, em torno da qual as obras gravitam. Reunindo diversas técnicas, da escultura, à pintura e à assemblage, através de vários momentos da trajetória do artista, incluindo trabalhos inéditos de períodos anteriores, a mostra é, como sugere seu nome, um grande campo de convergência.

Nas suas pinturas, o figurativo é contemporâneo e se dissolve no abstrato. As imagens parecem ter sido capturadas nesse movimento rotacional e, no processo, se fragmentando em cores e camadas que, por vezes, instigam formas reconhecíveis ou as embaralham e ocultam. Assim como o nome da mostra sugere, estas figuras parecem ter sido puxadas e, no processo, reconfiguradas de forma instável, ao mesmo tempo subjetivas e claras.

Dialogando em contraponto às pinturas, as assemblages, técnica vinculada à experimentação contemporânea, operam em uma direção inversa. As imagens são de um figurativo formal e reconhecível, porém construídas pela junção de cacos de vidros descartados de uma miríade de cores, estas figuras são tanto ícones da cultura pop como signos das representações clássicas. O figurativo estável destas imagens é atravessado pela técnica fragmentada, cortada e irregular.

O vidro, com suas bordas afiadas, representa visualmente a ideia de vórtice. Fragmentos quebrados e soltos, vindos de diferentes objetos, unem-se para criar uma só imagem, que só existe pela leitura destas múltiplas partes.

Estes trabalhos aparentemente opostos, geram uma inversão de expectativas, o popular e o erudito, o reconhecível e o abstrato, coexistem, submetidos a um movimento de rotação que os puxa para um centro, uma poética, concentradas na mostra.

Nesse sentido, “Vórtice” propõe um campo de força onde diferentes fases, linguagens e investigações, da trajetória do artista Flavio Rossi entram em rotação. As pinturas e as assemblages se contrapõem e se atraem mutuamente, como elementos capturados por um mesmo movimento centrípeto. Entre o abstrato e o figurativo, o clássico e o contemporâneo, o trabalho de Flavio constrói um espaço onde a imagem nunca é fixa, mas sempre atravessada por fluxos, rupturas e recomposições. O vórtice não é apenas tema, é uma poética: um princípio que desestabiliza e, simultaneamente, organiza e une tudo aquilo que entra em seu campo.

Galeria 18

abertura

29 de abril das 19h às 22h

visitação

29 de abril a 30 de maio de 2026

local

Galeria 18
Rua Simpatia, 23
Vila Madalena – SP

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